quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 6

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 6

CD
Os dispositivos de armazenamento ópticos são dispositivos em que a leitura e a gravação dos dados são realizadas por processos ópticos, ou seja, através da utilização da tecnologia laser. CD (Compact Disk).

B.1-Áudio

a) CD-Digital Audio

O formato CD-Digital Audio (CD-DA) surgiu em 1982 e foi o primeiro formato de CD indicado para a gravação de áudio com muita qualidade. Este, quando surgiu, revolucionou a forma de gravação que, até à época, era realizada no formato analógico em discos de vinil e fitas magnéticas.
Os sinais analógicos, ao serem gravados nestes CD, eram convertidos em sinais digitais.
Para a divulgação deste formato de CD contribuíram, na época, de forma determinante, as seguintes características: qualidade superior do audiodigital gravado, tamanho dos discos de 12 cm de diâmetro e capacidade para 74 minutos de música.
O formato CD-Digital Audio é um formato cujos ficheiros podem ser reproduzidos em qualquer leitor de CD.
Quando os ficheiros de áudio estão num formato diferente do CD-DA, por exemplo, MP3, MP3pro, WAV, VQF, WMA e AIF, estes são automaticamente convertidos no formato CD-DA antes de serem gravados num CD de áudio. A conversão do formato dos ficheiros pode atrasar o processo de gravação.

b) CD-Text

O formato CD-Text é utilizado para armazenar nos CD texto e áudio. Este texto pode consistir em informação relacionada com os títulos e os intérpretes das músicas.
Actualmente, a maior parte das unidades de leitura CD-DA, existentes no mercado, não suportam o formato CD-Text. Estas unidades podem reproduzi-los como se fossem CD de áudio, ignorando o texto. Para que isto não aconteça, é necessário utilizar uma unidade de leitura CD-DA modificada.
Para criar um CD-Text, o gravador de CO tem de suportar este formato e gravá-lo no modo de gravação OAO (Disc At Once - disco de uma vez), gravando uma ou várias pistas do CD numa só operação e fechando-o depois.

c) Enhanced Music CD

O formato Enhanced Music CD permite criar CD com áudio e dados segundo uma nova concepção. Neste formato as pistas de áudio vão ser gravadas no início do CO e as pistas de dados no fim.
Estes discos são mais indicados como suporte multimédia do que os discos CD-DA, que apenas suportam áudio.
No formato Enhanced Music CD, as unidades de leitura CD-DA apenas lêem o áudio e ignoram os dados e as unidades de leitura CD-ROM XA lêem o áudio e os dados.

d) Super Audio CD

O formato Super Audio CD (SACD) resultou de mais uma parceria entre a Sony e a Philips. Este formato reúne boas características de um padrão de som digital, porque aperfeiçoa a frequência de amostragem e o nível de quantização do sinal, melhorando a gravação e a reprodução dos sinais digitais.
Para além da qualidade sonora, também a quantidade de informação aumentou em relação aos outros CD.

B.2 - Vídeo e dados

a) CD-ROM XAO formato CD-ROM XA (Compact Disc - Read Only Memory Extended Architecture) é uma melhoria introduzida pela Sony, Philips e Microsoft em 1988, permitindo a intercalação linterleaving) de dados de áudio, texto e imagem num àisco óptico mu\timédia. Os leitores do formato CD-ROM XA podem ser utilizados como periféricos do computador.

b) Photo-CD

O formato Photo-CD constitui a base para a criação de um suporte alternativo às fotografias e aos slides convencionais, tornando possível o seu armazenamento no formato digital em discos CD-R.
Os CD, neste formato, podem ser lidos em unidades de leitura Photo-CD e visualizados na televisão ou em unidades de leitura CD-ROM, CD-ROM XA e visualizados no monitor do computador.

c) Vídeo CD

O formato Vídeo CD (VCD) foi criado em 1993 pela Philips e JVC, de forma a permitir armazenar filmes que pudessem posteriormente ser reproduzidos em computador. Este formato de CD é na realidade do tipo CD-ROM XA e pode comportar 74 minutos de áudio e de vídeo digitais, utilizando a compressão MPEG-1.
d) Super Vídeo CD

O formato Super Vídeo CD (SVCD) foi concebido para ser o suc
essor tecnológico do formato Vídeo CD, no entanto, ao nível técnico está mais próximo do DVD do que do CD.
Os CD gravados no formato Super Vídeo CD contêm sequências de vídeo MPEG-2 e, utilizando a qualidade mais elevada, podem conter cerca de 35 minutos de filme num disco-padrão com 74 minutos de capacidade de armazenamento.

e) CD Multissessão

O formato CD Multissessão tornou possível superar os inconvenientes do formato Disc At Once utilizado inicialmente pelos CD-R. Nestes, os dados eram gravados de uma só vez e numa única pista. Para concluir a gravação, o CD era fechado e não se podia acrescentar ou alterar dados ao seu conteúdo. Com o formato CD Multissessão, os CD passaram a poder ser gravados em várias sessões e em momentos definidos pelos utilizadores, até o disco ficar preenchido. Em cada sessão de gravação, a tabela de conteúdo do CD (table of contents ou TOC) é actualizada para incluir as novas informações. Para que um CD Multissessão seja tratado pelo computador como uma unidade semelhante a uma das unidades internas, é necessário que o leitor de CD seja do tipo multissessão. Se o leitor de CD não for multissessão, somente os dados gravados na primeira sessão de gravação serão vistos e todos os demais serão ignorados.

DVD

DVD (abreviação de Digital Video Disc ou Digital Versatile Disc, em português, Disco Digital de Vídeo ou Disco Digital Versátil). Contém informações digitais, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados, e foi criado no ano de 1996.

Os DVD possuem por padrão a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados, enquanto que um CD armazena em média de 700 MB. Os chamados DVD de dual-layer (dupla camada) podem armazenar até 8,5 GB. Apesar da capacidade nominal do DVD comum gravável, é possível apenas gravar 4.484 MB de informações, e com o tamanho máximo de cada arquivo de 1 GB numa gravação normal.
DVD-R: permite apenas uma gravação e pode ser lido pela maioria de leitores de DVD;
DVD+R: permite apenas uma gravação, pode ser lido pela maioria de leitores de DVD e é lido mais rapidamente para backup;
DVD+R DL (dual-layer): semelhante ao DVD+R, mas permite a gravação em dupla camada, aumentando a sua capacidade de armazenamento.
DVD-RW: permite gravar e apagar cerca de mil vezes;
DVD+RW: é uma evolução do DVD-RW. Também permite gravar e apagar cerca de mil vezes, mas possui importantes aperfeiçoamentos, em especial uma compatibilidade muito maior com os DVD Players, a possibilidade de editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado e um sistema de controle de erros de gravação.
DVD+RW DL: possui duas camadas de gravação, o que duplica a sua capacidade de armazenamento.
DVD-RAM: permite gravar e apagar mais de cem mil vezes. A gravação e a leitura são feitos em uma série de círculos concêntricos, um formato que se aproxima mais do que ocorre nos discos rígidos (em todos os demais tipos de DVD, e também de CD, a gravação é feita em uma única linha contínua, uma espiral que parte do centro e termina na borda externa). Daí decorre o nome "gravação aleatória" (nos demais DVD, ela seria contínua). Permite editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado. 

Diferença entre DVD+R e DVD-R
DVD+R e DVD-R possuem a mesma função e a mesma capacidade. Na prática, a diferença da mídia DVD-R para a DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais rapidamente do que discos DVD-R.

Diferença entre DVD+RW e DVD-RW
A diferença, além do que já foi dito, é que o DVD+RW suporta gravação aleatória (o que significa que é possível adicionar e remover arquivos sem a necessidade de apagar todo o disco para recomeçar), sendo mais parecido com um disco rígido removível, enquanto que o DVD-RW não (se for necessário mudar alguma coisa, será preciso limpar todo o disco e recomeçar). A desvantagem do DVD+RW é o seu custo maior.


Blu-ray

O principal diferencial do Blu-ray em relação ao DVD é sua capacidade de armazenamento, que passa dos 9 GB do DVD dual layer para 25 GB em cada camada na nova mídia. Isso permite discos com 50 GB em duas camadas e até 128 GB em quatro camadas. Porém, a maioria dos leitores está limitada aos discos Blu-ray dual layer, sendo que as mídias com mais camadas pertencem ao novo padrão BDXL. Confira abaixo a tabela com as diferenças de capacidade entre os formatos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 5


Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 5


Dispositivos de armazenamento 

Permitem guardar dados de forma permanente ou semipermanente. 
Estes dispositivos, de acordo com a tecnologia utilizada na leitura e escrita dos seus dados, podem ser classificados em magnéticos, semicondutores e ópticos.

Magnéticos

Discos rígidos

disco rígido ou HD (Hard Disk) - é o dispositivo de armazenamento permanente de dados mais utilizado nos computadores. Nele, são armazenados desde os seus arquivos pessoais até informações utilizadas exclusivamente pelo sistema operacional. Podem ser designados por internos ou externos, conforme estão instalados dentro ou fora do computador.

Bandas magnéticas

As bandas magnéticas utilizam a electromagnetização das partículas de uma fita magnética para a gravação e a leitura dos dados, realizadas de forma sequencial. As bandas magnéticas continuam a ser o suporte mais económico de armazenamento de grandes quantidades de dados e, por isso, as mais indicadas para fazer cópias de segurança(backups) da informação existente num computador.

Semicondutores

Cartões de memória 

Os cartões de memória servem para armazenar dados como texto, fotos, vídeos e músicas. Estes são usados em diferentes tipos de dispositivos de hardware como, por exemplo, câmaras fotográficas digitais, telemóveis e leitores de MP3.
De entre os vários tipos de cartões de memória, destacam-se os CompactFlash, SmartMedia, SD (Secure Digital) Memory e MMC (MultiMedia Card).

Pen drives

As pen drives servem para armazenar dados e ligam-se ao computador através de uma porta USB. Estas memórias constituem um meio prático para transporte de dados entre computadores, não necessitando, na maior parte das vezes, de instalação prévia de software. Relativamente ao seu tamanho e custo, pode-se considerar como boas a capacidade de armazenamento, a fiabilidade e a taxa de transferência dos dados.

Ópticos

Os dispositivos de armazenamento ópticos são dispositivos em que a leitura e a gravação dos dados são realizadas por processos ópticos, ou seja, através da utilização da tecnologia laser. 


Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 4

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 4 

5.2  Recursos necessários


5.2.1 Hardware


Dispositivos de entrada 



A função dos dispositivos de entrada é dar instruções ao computador na forma de dados digitais. A maioria dos dispositivos de entrada permite controlar programas, colocar o cursor no monitor, movimentar e deslocar. As funcionalidades dependem do tipo de dispositivo. O rato de computador é dos dispositivos de entrada mais conhecidos, mas os teclados e os touchpads não lhe ficam atrás. Para além destes bem conhecidos dispositivos de entrada, existem muito outros, tais como, por exemplo:
  • joysticks,
  •  pens,
  •  joypads,
  •  mesa digitalizadora,
  •  digitizers,
  •  paddles,
  • lightpens 
  •  luvas de dados 

Rato de computador

O rato de computador é um dos dispositivos de entrada mais conhecidos. Os movimentos efectuados pelo rato sobre uma superfície plana ou sobre um tapete para rato são digitalizados e enviados para o computador como instruções na forma de dados.

Enquanto os ratos mais antigos usavam uma bola inserida na parte inferior para identificar os movimentos (trackball), os novos ratos ópticos usam um laser.

Os ratos podem ser ligados ao computador com um cabo, normalmente USB. Os dispositivos mais modernos comunicam com o computador por radiofrequência, tornando os cabos desnecessários. Os ratos sem fios transmitem os seus comandos ao computador por infravermelhos ou Bluetooth.

Existem também ratos especiais para jogadores, com um tempo de reacção menor e funções adicionais. Leia aqui também o artigo sobre ratos de computador.

Dispositivos de saída 

Os dispositivos de saída permitem a comunicação no sentido do computador para o utilizador. de seguida são apresentados os principais dispositivos de saída relacionados com a reprodução das aplicações multimédia.

Monitor


O monitor é um equipamento responsável por transmitir informações visuais ao usuário.é um dispositivo de saída mais usado,exibindo texto, imagens e vídeos.

Impressora
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São os dispositivos mais comuns de saída de informação para suporte físico como é neste caso o papel. 

Caixa-de-som

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A caixa de som é uma caixa construída em volta de um altifalante para melhorar a reprodução e transmissão de som.

Projector de video
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Um projector de video é um dispositivo que recebe um sinal de video e projecta a imagem correspondente numa tela de projecção.
Os projectores de video são utilizados em conferências, formações, etc. São também utilizados em escolas para dar aulas.

Placa gráfica
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função da placa gráfica é construir as imagens que são apresentadas nos monitores do computador.
Quanto mais memoria existir, melhor é a resolução e mais cores são possíveis de apresentar.


Plotter

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Uma plotter é uma impressora destinada a imprimir desenhos em grandes dimensões, com elevada qualidade e rigor, como por exemplo plantas arquitectónicas, mapas cartográficos, projectos de engenharia e grafismo.

Fax 
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O Fax é uma tecnologia das telecomunicações usada para a transferência remota de documentos através da rede telefónica.
Dispositivos de entrada e saída 
O que são?

Um dispositivo de entrada e saída (misto), é aquele que permite a inserção de dados(entrada), mas também a obtenção dos mesmo.

Placa de Rede 

É um periférico responsável pela comunicação entre computadores, dentro de uma determinada rede. Existem vários tipos de placas, com vários tipos de entradas, de modo a poderem adaptar-se aos vários tipos de computadores.


Placa de Rede
Placa de Rede



Modem  

É um periférico misto que pode ser instalado no interior de um escritório, habitação, etc...Transforma o sinal. Um modem ADSL (de Internet de alta Velocidade) é capaz de modular o sinal analógico do telefone e modular o sinal digital do computador, para troca de dados através do cabo do telefone. Existem vários tipos de modems:
  • Fax-modem
  • ADSL modem
  • Cable modem
  • WiFi modem

Modem
Modem


Uma pendrive, ou simplesmente pen, é um periférico misto, por permitir a inserção de dados, bem como a obtenção destes. é colocada na entrada USB do computador, e assim podemos utilizá-la para guardar documentos, fotografias, entre outros.


Pendrive
Pendrive













O disco rígido (HD) é um componente do computador onde são guardadas todas as informações pertencentes ao computador. É uma memória a que chamamos "não-volátil", ou seja, não perde as informações, quando desligado da corrente eléctrica.


Disco Rígido (HD)
Disco Rígido (HD)












disquete é um disco magnético removível, e que permite o armazenamento de informações, embora em muito menor quantidade em comparação com a pendrive.

Disquetes
Disquetes














Um monitor touch é também considerado também um periférico de entrada e saída, pois permite a inserção de dados, além de fazer a função de monitor, como qualquer outro monitor normal. Incorpora as funções do rato, do teclado, e de monitor, num só objecto.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 3

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 3


5.1.1 Amostragem


A amostragem consiste na retenção de um conjunto de valores discretos dos sinais analógicos. Como o sinal analógico é contínuo no templo e amplitude, contém um número infinito de valores e finito dificultando o seu processamento pelo computador. Assim, há necessidade de inicialmente amostrar o sinal analógico. 
Na prática, para se amostrar um sinal analógico, multiplica-se este por um impulso elétrico em intervalos de tempo igual. Desta forma, num instante do impulso é obtido o valor correspondente da amostra do sinal analógico.



5.1.2 Quantização

Quantização é o processo de atribuição de valores discretos para um sinal cuja amplitude varia entre infinitos valores.Depois de amostrado o sinal analógico, sobre a forma de amostras ou impulsos PAM, é preciso quantificar a infinidade de valores que a amplitude do sinal apresenta. O circuito electrónico que efectua esta conversão designa-se por conversor analógico-digital (A/D).
Quantizar um sinal PAM significa atribuir-lhe um determinado valor numa gama de níveis que o conversor A/D apresenta. Assim, um sinal com uma amplitude de 8,3 volts poderia ser quantizado para um valor inteiro acima ou abaixo dele. Devido a este arredondamento, origina-se um erro de quantização resultante da diferença de amplitude entre o sinal quantizado e o sinal real.

5.1.3 Codificação 


Os valores das amplitudes, depois de quantizados, precisam de ser codificados para poderem ser representados por uma sequência de bits com valor 0 ou 1.
O quadro 1 apresenta os valores da quantização e da codificação do sinal analógico e o sinal digital obtido do exemplo simples representado nas figuras 1, 2 e 3. Neste caso, para a codificação dos valores quantizados foram utilizados apenas quatro bits.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 2

Conceitos Básicos de Multimédia - Parte 2

3. Linearidade e não-linearidade

3.1. Sistemas de Multimédia Linear

É um sistema passivo com um nível de transferência onde o utilizador recebe a informação, instrução, suporte e entretenimento sem qualquer controlo sobre o conteúdo da apresentação, ou seja, a passagem de conteúdos de multimédia através de ações pré-programadas.

3.2. Sistemas de Multimédia Não-Linear

É um sistema com um nível de transferência de informação mais elevado. O utilizador pode participar activamente na apresentação, tendo a possibilidade de optar pela manipulação de diferentes conteúdo.
A linearidade multimédia pode ser entendida como o facto do utilizador apenas receber a informação que é transmitida pelo computador, não podendo alterá-la nem decidir como a acção se desenrola. Existe não-linearidade multimédia quando o utilizador não está limitado a receber as informações que o computador lhe envia, pode interagir com ele e decidir o desenrolar da apresentação.

4. Tipos de produtos multimédia

4.1. Baseados em páginas

São desenvolvidos segundo uma estrutura do tipo espacial. Esta é uma organização semelhante à utilizada nos médios tradicionais em suporte de papel como revistas, livros e jornais.Em alguns produtos multimédia, os utilizadores podem consultar as páginas utilizando hiperligações.
Neste tipo de produtos, as componentes interactiva e temporal podem estar presentes através da utilização de botões, ícones e scripts.
Os tipos de media estáticos ou baseados em páginas são, portanto, constituídos por elementos de informação independentes do tempo, que apenas variam na sua dimensão espacial, tais como parágrafos de texto, modelos gráficos ou conjuntos de pixeis. Estes elementos podem ser apresentados em qualquer sequência ou em instantes de tempo arbitrários sem perderem o seu significado. Para estes conteúdos, o tempo não faz parte da sua semântica, sendo a sua localização espacial o aspecto que importa considerar. Exemplos: Livros, revistas e jornais.  

4.2. Baseados no tempo

Os tipos de produtos baseados no tempo são desenvolvidos segundo uma estrutura organizacional assente no tempo. Esta é uma organização com uma lógica semelhante à utilizada na criação de um filme ou animação.
Durante o desenvolvimento deste tipo de produtos multimédia os conteúdos podem ser sincronizados, permitindo, desta forma, definir o momento em que dois ou mais estão visíveis.
A interactividade neste tipo de produtos é adicionada através da utilização de scripts. A componente da organização espacial é também, neste caso, utilizada durante a fase de desenvolvimento deste tipo de produtos.
Em ambos os tipos de produtos multimédia (baseados em páginas e no tempo) as componentes espaço e tempo coexistem, distinguindo-se na estrutura organizacional utilizada como ponto de partida para a disposição de conteúdos.
Por outro lado, os tipos de media dinâmicos ou baseados no tempo incluem os tipos de informação multimédia cuja apresentação exige uma reprodução contínua ao longo do tempo. Por outras palavras, o tempo faz parte do próprio conteúdo. Se a informação temporal se alterar, isto é, se a sequência dos elementos que constituem o conteúdo dinâmico for modificada, o significado do conteúdo pertencente a um dos tipos de media dinâmicos também se altera. Em suma, o tempo faz parte da sua semântica. Quando se apresenta uma sucessão de imagens ou de modelos gráficos no ecrã, cria-se a impressão de movimento. Por isso, também é comum identificar os tipos de media dinâmicos utilizando,respectivamente, as designações de imagens em movimento para o vídeo digital e gráficos em movimento para a animação. Um exemplo disso é a banda-desenhada, que apresenta ao longo do tempo sucessivas imagens no qual o seu produto final será, neste caso, uma animação. Outros exemplos: Programas de TV, cinema e clips de vídeo. 


5. Tecnologias Multimédia


5.1. Representação digital

Através desta representação é possível utilizar programas para armazenar, modificar, combinar e apresentar todos os tipos de media. Realizar a transmissão dos dados por meio de redes informáticas ou armazená-los em suportes, como CD e DVD. Na representação digital, os dados assumem um conjunto de valores discretos ou descontínuos, processados em intervalos de tempo discretos.

Representação gráfica de um sinal analógico; de um impulso eléctrico; de um sinal amostrado e quantizado
A primeira figura mostra o exemplo de um sinal que assume uma gama de valores contínuos no tempo, este tipo de sinal é designado por sinal analógico enquanto que os sinais que um computador processa são designados por sinais digitais. Os sinais digitais que circulam nos circuitos de um computador são constituídos apenas por dois níveis de tensão eléctrica  Ao nível mais baixo é associado o valor lógico 0 e ao nível mais alto o valor lógico 1.
Se os sinais que circulam num computador ou gerados por um teclado são digitais o sinal que o microfone produz é analógico. Assim, para obter este sinal no computador há necessidade de digitalizá-lo, ou seja, converte-lo para uma sequência de bits. A digitalização de um sinal analógico é composta pelas fases de amostragem, quantização e codificação.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Conceitos Básicos de Multimédia

Conceito de Multimédia


O conceito de multimédia pode ser definido por uma utilização de diversificados meios para a divulgação da mensagem. A designação de multimédia é utilizada em vários conceitos como por exemplo:

  • Tecnologia multimédia
  • Placa multimédia
  • Rede multimédia
  • Serviço multimédia
  • Produto multimédia
Multimédia é composta por duas partes multi e média, ambas resultantes de palavras latinas. Multi provêm da palavra multus significando múltiplo ou numeroso. Média é o plural da palavra medium e significa meio ou centro. Tendo em atenção a origem das palavras podemos afirmar que significa múltiplos meios
A multimédia é então a utilização diversificada de meios entre o emissor e receptor para a divulgação da mensagem. Esta mensagem pode ser divulgada através de jornais, revistas, livros ou televisão. 
No âmbito da tecnologia da informação e da comunicação define-se multimédia digital como a utilização diversificada de meios tais como:
  • Texto
  • Gráficos
  • Imagens
  • Vídeo
  • Audio 
Estes são processados por computador e depois armazenados e transmitidos.

1. Tipos de média

Os textos, os gráficos, as imagens, os vídeos as animações e o audio são tipos de média que servem de base à criação de sistemas e aplicações multimédia. Estes podem ser classificados através de várias propriedades.

1.1. Quanto à natureza espaciotemporal 

1.1.1. Estáticos 

Os tipos de média estáticos discretos ou espaciais agrupam elementos de informação independentes do tempo, alterando apenas a sua dimensão no espaço tais como por exemplo textos e gráficos.

1.1.2. Imagem

As imagens e os gráficos podem ser considerados respetivamente do tipo bitmap e do tipo vectorial quando são utilizados em aplicações multimédia num sistema informático. Estes podem ser obtidos por captura, através da utilização de um scanner ou uma câmara digital, ou ainda serem gerados no computador através da utilização de programas adequados.




1.1.3. Texto

O texto em formato digital pode ser criado através de editores de texto como o Bloco de notas, dando origem a conteúdos não formatados denominados plain text.De outra forma pode ser criado através de processadores de texto por exemplo o Microsoft Word dando origem a conteúdos formatados denominados rich text.








1.2. Dinâmicos

Os tipos de media dinâmicos, contínuos ou temporais, agrupam elementos de informação dependentes do tempo, por exemplo o áudio, o vídeo e a animação.

1.2.1. Áudio

Corresponde à reprodução eletrónica do som nos formatos analógico ou digital. 

O formato analógico corresponde ao áudio gravado nas cassetes ou discos de vinil. O digital a um formato compatível com o processamento realizado pelos computadores.

O formato digital pode se obter por digitalização a partir de fontes sonoras, resultando em ficheiros que mesmo compactados ocupam um espaço considerável e apresentam perdas de qualidade do sinal capturado. A digitalização é obtida através da conversão do sinal analógico em digital. Este formato, pode ser obtido diretamente utilizando um sintetizador MIDI da placa de som. Desta forma, os ficheiros guardam a informação do áudio a ser reproduzido, transformando ficheiros mais pequenos e de qualidade superior. O  MIDI (Musical Instrument Digital Interface) é um padrão internacional, que define as notas produzidas por diferentes sintetizadores de forma que sejam iguais às dos respetivos instrumentos musicais. Também permite a ligação ao computador de diversos equipamentos musicais.

1.2.2. Vídeo


O vídeo corresponde a um movimento sequencial de um conjunto de imagens,também conhecidos por fotogramas ou frames. O número de frames apresentadas por segundo designa-se por frame rate.

O vídeo pode ser representado no formato analógico ou digital.

O formato analógico corresponde, por exemplo, ao vídeo criado por uma câmara de vídeo analógica ou ao sinal da emissão de um canal de televisão analógico. Por outro lado o vídeo criado por uma câmara de vídeo digital ou ao sinal de emissão de um canal de televisão digital corresponde ao formato digital.

1.2.3. Animação

A animação corresponde ao movimento sequencial de um conjunto de gráficos no formato digital, que sofrem alterações ao longo do tempo. Actualmente a animação é maioritariamente produzida no computador, atraves de software especifico.

1.3. Quanto à sua origem 

1.3.1. Capturados 

Os tipos de media capturados são os que resultam de uma recolha do exterior para o computador, através da utilização de hardware especifico, por exemplo os scanners, as câmaras digitais e os microfones e de software especifico.

 1.3.2. Sintetizados 

Os tipos de media sintetizados são os que são produzidos pelo próprio computador através da utilização de hardware e sofware específicos.


2. Modos de divulgação de conteúdos multimédia

De acordo com o modo de divulgação os conteúdos multimédia podem se classificar em offline e online.

2.1. Online

A divulgação online significa a disponibilidade do uso imediato dos conteúdos multimédia. Também a divulgação de conteúdos multimédia através de monitores ligados a computadores que não estão ligados a redes informáticas cujo dados estão armazenados em disco podem ser considerados uma divulgação online. 






2.2. Offline

Ao contrário da divulgação online a divulgação offline é efetuada através da utilização de suportes de armazenamento na maioria das vezes do tipo digital como CD's e Dvd's.